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A IFA-Brasil considera que o momento por que passam as pessoas trabalhadoras, precarizadas, desempregadas, estudantes, povos no Brasil é de ameaça aos direitos civis e humanos.
O Presidente Michel Temer, do PMDB, assinou DECRETO em 24 DE MAIO DE 2017 que coloca as forças armadas na Esplanada dos Ministérios em Brasília usando dispositivo legal para “ação de garantia da lei e da ordem” com o objetivo exclusivo de manter-se no poder e criar terror na população e nos opositores de seu (des)governo.
O Ministro da Defesa determinou a tomada da Esplanada do Ministério em Brasília por cerca de 1.500 militares das forças armadas. Mesma ação que já acontecem em várias periferias e subúrbios do Brasil, implantando o medo e o terror. Neste momento, a Esplanada dos Ministério, no Distrito Federal, é território das forças armadas. A criminalização dos problemas sociais e a resposta militar às manifestações do povo são praticas históricas no Brasil. Desde 2013 que tropas militares nos Estados atacam com força desproporcional aos manifestantes como vemos nas grandes cidades como Porto Alegre, São Paulo, Salvador, Belém, Goiás.
 Alertamos que essa ação restringe direitos da população em exercer a manifestação contra um governo corrupto e desmoralizado pelos sucessivos escândalos envolvendo quantias astronômicas de dinheiro. Com esta medida extrema estamos à beira de um Estado de Exceção.
Tramitam no congresso nacional duas reformas que contemplam a ânsia devastadora do capitalismo contra as pessoas trabalhadoras: reforma trabalhista e reforma previdenciária. Mesmo com Centrais sindicais e sindicatos vendidos aos partidos de direita e de esquerda, as pessoas trabalhadoras se levantam. Nós pessoas trabalhadoras, desempregadas, precarizadas e anarquistas lutamos contra as reformas trabalhista e previdenciária lado a lado e autonomamente em relação ao comando das centrais sindicais.
O levante das pessoas trabalhadoras das grandes capitais do país foge ao controle das centrais sindicais, interessadas, sobretudo, em mostrar força de arrebanhamento das bases para firmar acordos baseados em interesses de partidos dentro da política do Estado.
Consideramos que a radicalização das manifestações parte de um movimento espontâneo das bases de pessoas trabalhadoras, desempregadas e precarizadas que escolheram resistir diante do assalto dos seus direitos e não se curvar às manobras da burocracia sindical. A burocracia e sua elite sindical não nos representam, não representam as pessoas trabalhadoras, não representam as pessoas precarizadas e certamente ignora as pessoas desempregadas.
No distrito federal em 24/05, repete-se o quadro que vêm se desenhando nos últimos meses, onde a base trabalhadora assume ações radicais e necessárias diante da situação de calamidade, ainda que contra qualquer receituário dos burocratas sindicais e não sem sofrer as duras penas da repressão do Estado como de suas próprias centrais sindicais.
De qualquer maneira, caia ou não este presidente, sabemos que ao manter o regime político e de governo no capitalismo nunca alcançaremos a justiça social, a igualdade econômica e a liberdade individual e coletiva.
Fora Temer sim. Mas… Não queremos volta Dilma, não queremos Lula presidente, ou qualquer outra pessoa política e seus partidos com toda corja da direita ou da esquerda. Não queremos Diretas Já ou indiretas.
Queremos a igualdade econômica, a liberdade de organização, a autogestão para controlar a produção e nossas vidas, nas ruas, nos campos e nas cidades.
Sem chefes e profissionais políticos, sem partidos e a canalha que se alimenta da miséria do povo e explora cada segundo do suor trabalhado em longas jornadas vivendo espremidos nas periferias brasileiras.
Hoje construir a resistência nos locais de trabalho, no campos, nas ruas, bairros e cidades para seguir e nos levantarmos em luta para uma profunda e ampla mudança social no Brasil, na Venezuela, Argentina, México, Chile até o fim das fronteiras capitalistas e a liberdade de todos os povos, das pessoas trabalhadoras e precarizadas da América Latina e do Mundo.
Não as reformas trabalhista e previdenciária.
Resistir, lutar, organizar.
Publicado originalmente: http://anarkio.net/index.php/site-map/ar...munika-006
Desde a queda acentuada no preço do barril de petróleo, a Venezuela mergulha mais profundamente em uma crise econômica e social que coloca grandes parcelas da população local em conflito direto com o Estado venezuelano. Escancara-se então o caráter repressivo do regime implantado naquele país, desde o governo de Chavez e agora sob o comando de Maduro. A cada dia chegam relatos de grupamentos anarquistas venezuelanos e de outras regiões da América Latina – o qual sua maior expressão sejam as páginas do periódico El Libertário – e nos trazem o conhecimento das duras penas que têm vivido os povos da Venezuela.
A repressão às manifestações desmascara um Estado militarizado que tem se sustentado no discurso do “poder popular” e massacrado os que discordam de sua posição entreguista ao grande capital transnacional petroleiro e financeiro, como os acordos com a Chevron e IIRSA (A Iniciativa de Integração da Infra-estrutura Regional Sul-americana). O governo Maduro e seus asseclas buscam desesperadamente se agarrar ao poder que lhe resta, ainda que para manter a ordem social lance mão do indiciamento de civis em tribunais militares, a formação de milícias paramilitares de extermínio, a manipulação de fotos e informações, além da ameaça constante do desabastecimento de víveres e das necessidades mais básicas da população.
A IFA-BR expressa nossa mais profunda solidariedade aos que tem se levantado por mudanças profundas na sociedade venezuelana de caráter anarquista. Não por aqueles que o fazem por joguetes políticos, partidários e tramas de camarilha, nem pela burguesia e nem pelos burocratas militarizados que portam a bandeira da suposta revolução bolivariana. Juntamos-nos aos trabalhadores, estudantes, comunidades indígenas, grupamentos anarquistas, autônomos e toda a expressão legítima daqueles que têm se posicionado desde baixo em um apelo necessário e “desesperado” por uma ruptura profunda diante das calamidades e da repressão inaceitável a qual estão expostos. É com estes que segue nossa solidariedade e nosso mais profundo respeito e solidariedade além fronteiras.
Conclamamos indivíduos e coletivos anarquistas e libertários do Brasil, da América Latina e do Mundo que deem apoio através de boicotes, manifestações, que demonstrem sua solidariedade através de cartas, notícias e denúncias fortalecendo a resistência e a luta dos agrupamentos que enfrentam o governo de exceção de Maduro e denunciem o Estado militarizado venezuelano que reprime a população.
Abaixo deixamos alguma compilação de links com informações sobre o quadro atual da Venezuela sob a perspectiva dos anarquistas e libertários. Conclamamos ainda aos companheiros e companheiras que estejam atentos a estas informações para que não caiamos na armadilha de fazer do apoio e da solidariedade apenas uma palavra vazia.
Abaixo os militares.
Abaixo os capitalistas.
Pela justiça social, pela conquista da liberdade a toda gente que resiste e luta na Venezuela.
Notícias do terrível quadro em Venezuela.
http://venezuela-centro.contrapoder.net.ve/?lang=es
http://red-anarquista.contrapoder.org.ve/
https://colectivovisionlibertaria.blogspot.com/
https://twitter.com/IndyVnzlaCentro
https://venezuelaantipetrolera.blogspot.com
https://rafaeluzcategui.wordpress.com/
http://periodicoellibertario.blogspot.co...rmula.html
http://periodicoellibertario.blogspot.co...rista.html
http://periodicoellibertario.blogspot.co...results=11
https://noticiasyanarquia.blogspot.com/2...ncian.html
Acordo comercial do cone sul.
http://www.iirsa.org/
O realinhamento dos partidos e grupos dominantes em torno da
substituição de um projeto de exploração e poder por outro entra
novamente em rota de colisão.
A direita e os capitalistas derrubaram Dilma quando não servia mais a seus
interesses, agora o sistema/mercado pode derrubar Temer nos próximos
dias. Desesperados, direita e esquerda, conservadores e
reformistas, já se debatem sedentos pelo poder e vão às redes sociais
gritando Diretas Já, agrupam-se nos congresso para organizar o novo
grupo de saque. Para os políticos profissionais é a fórmula mágica
para retornar ao poder e manter seus privilégios e luxo.
Em um discurso hipócrita e evasivo, Michel Temer se agarra a parca
recuperação (forjada) dos indicadores econômicos que mais tem a ver com a
continuidade da recessão do que com as medidas tomadas a partir do
governo. Alega inocência e diz que não renunciará ao cargo. Do
lado de fora das esferas de poder, a população é reprimida pelas
tropas estatais enquanto pressiona pela saída do grupo mafioso que
comanda o país. Tudo indica que tal repressão apenas dará mais corpo a
revolta generalizada.
Não esqueçamos que em um país como o Brasil, que é chamado de
República, esse “jogo das cadeiras” ainda está longe de terminar. E o
“Público” desta “República”, que elegeu a autointitulada esquerda
partidária e agora amarga o governo conservador/direitista continua
sendo roubado em direitos básicos: saúde, moradia, trabalho, educação.
A imprensa (SBT, GLOBO, RECORD, Folha de São Paulo, Estadão de São
Paulo, Correio Brasilense, a lista é grande) aliada dos poderosos
busca, e muitas vezes consegue, distorcer e conduzir a opinião pública
de trabalhadores e precarizados amortecendo a revolta social dando
ilusões eleitoreiras como a escolha de um novo governante. A máquina
repressiva de um Estado autoritário e militarizado garante o controle
social com tiro, porrada e bomba nas ruas das grandes cidades e guerra
cirúrgica com assassinatos em escala generalizada nas periferias das
cidades. Para tudo isso os recursos são disponibilizados por grandes
corporações financeiras, industriais, agrícolas e tecnológicas que têm
como objetivo exclusivo o LUCRO.
Não queremos volta Dilma, não queremos Lula Presidente, não queremos
Diretas já, ou qualquer outro político e nem seus partidos com toda
corja. Queremos a igualdade econômica, a liberdade de organização, a
autogestão para controlar a produção e nossas vidas, ruas e cidades.
Sem chefes e políticos profissionais, sem partidos e a canalha que se
alimenta da miséria do povo e explora cada segundo do suor trabalhado
em longas jornadas e espremidos nas periferias brasileiras.
Construamos a autogestão nos locais de trabalho à partir de suas
bases, nas ruas, nos bairros, nas periferias, nas cidades, nos campos
e criemos uma nova sociedade em que todos conquistem a justiça social
e a dignidade para viver.
Pela livre organização dos trabalhadores, precarizados, desempregados
nas cidades e nos campos. Pela autogestão social e econômica
federalista.
Anarquia Já!
[Imagen: 20170519123732-93d32c41-me.jpg]

Programación de la 8va feria de libros y publicaciones anarquistas

Centro Social Libertario Ricardo Flores Magón, Donceles 10, Centro Histórico.
 
SÁBADO 27 DE MAYO

11:00 Inauguración: bienvenida a los y las participantes (exposición de carteles de las pasadas ferias de libros y publicaciones anarquistas)
11:30 Video- Charla presentación de libro: “Quico Sabaté y la guerrilla anarquista”. Con la participación de Ricard de Vargas
12:00  Homenaje Ediciones Antorcha: sembrando el ideal anarquista. Participación colectiva.
12:30  Presentación de Fanzine Arte subversivo a cargo del proyecto editorial.
13:10 Presentación proyecto propaganda anarcosindicalista. Con UAS de Monterrey
13:40 Presentación de Fanzin Kaos. Con Motín
14:10 Presentación Revista Verbo Libertario N. 10 y proyecto Grietas Editores. De Guadalajara
14:40 Presentación revista Tinta Errante n. 1. Con Círculo Errante
15:10 Charla sobre: Condiciones de trabajo en México. Con Rata Subversiva
15:40 Vídeo – Charla del Proyecto Editorial Conciencia Anarquista de El Salvador- FACC
16:10 Charla: Anarquismo: política y organización. Con Verbo Libertario.
17:00 Vídeo – Charla “Las banderas anarquistas de Néstor Makhno” Con Vadim, militante de KRAS-AIT.
17:40 En solidaridad con la revuelta del pueblo de Venezuela: Lectura de cartas y proyección de video de El Libertario de Venezuela a cargo de FAM.
18:30 Catarsis y arrebato poético libertario. Lectura de poesía a micrófono abierto.
19:00 Conversatorio el centenario de la revolución desconocida: 100 años de la Revolución Rusa.
Con la participación de: Pablo Gaitán: "El ojo de la memoria, el cine soviético de Dziga Vertov al vídeo libertario". Otón Quiroz: el arte en la posrevolución y la influencia del anarquismo en el cine. Y Alfredo Velarde: los anarquistas avisaron.
A partir de las 20:20 Sonidero: Boombaaa.

Domingo 28 de mayo

11: 00 Apertura
12:00 presentación del libro: La moral anarquista de Kropotkin a cargo de Saberes Subalternos de Monterrey.
13:00 Cine y anarquismo. Editorial Tierra y Libertad (Oaxaca)
14:00 Recital poético, Satriani Durán (Guadalajara)
15:00 Clausura.
       
Já está disponível para livre leitura o número 1 da revista Erva Rebelde de Porto-Portugal. Textos sobre educação, eleições, anarquismo, patriarcado e capitalismo, esquerdistas arrependidos, Cuba, Brasil, Criança, crítica ao plataformismo…

Acesse no link: https://archive.org/details/ErvaRebeldeNumeroUM
Coletivo Editor do “El Libertario” (Portugês, Espanhol, Inglês)


"Nos dirigimos a todas as expressões do movimento libertário, em particular às deste continente, não só para chamar sua atenção ante a conjuntura que estamos vivendo na Venezuela desde abril de 2017, mas também porque entendemos ser urgente que o anarquismo internacional se expresse mais enfaticamente sobre estas dramáticas circunstâncias, com posturas e ações coerentes com o que tem sido o discurso e a prática do ideal ácrata em sua caminhada histórica."


https://ligarj.wordpress.com/2017/05/13/...a-escrita/
Já está disponível para livre leitura o número 1 da revista Erva Rebelde de Porto-Portugal. Textos sobre educação, eleições, anarquismo, patriarcado e capitalismo, esquerdistas arrependidos, Cuba, Brasil, Criança, crítica ao plataformismo…

Link:
https://ligarj.wordpress.com/2017/05/15/1650/
Nota da LIGA: nos anos 2o do século XX seguiu-se um diálogo recorrente do debate sobre “organização anarquista” no seio do movimento anarquista. Uma vez mais as águas da anarquia regaram a livre terra da cultura social e política anarquista. Seus atores no momento eram nada menos que Nestor Makhno e Errico Malatesta. Anarquistas já respeitados em seu momento histórico.
Antes de você participar deste diálogo entre dois dos mais dedicados anarquistas na nossa história, é preciso vos dizer que outras formas de anarquismo tiveram expressão e notabilidade desde o século XIX: Mutualistas, Coletivistas, Anarco-Sindicalistas, Anarco-Cristãos, Anarco-Comunistas, Niilistas, Anarco-Feministas, Anarco-Individualistas, Anarco-queer, Anarco-Punk… e destas tantas outras formas e expressões libertárias foram paridas no seio dessa terra fértil que é a anarquia.
Hoje, temos também alguns ilógicos híbridos absurdos como Anarco-bolcheviques, Anarco-capitalistas, Anarco-maduristas, Anarco-nacionalistas. Com estas expressões  concluímos que o conceito “anarco” tornou-se, para desavisados e imbecis úteis, apenas um prefixo, um adjetivo para oportunistas de plantão, filão de pesquisa de carreristas acadêmicos. Mas a história anarquista é uma referência para que as gerações de hoje e de amanhã não sejam alienadas. E para além da anarquia, o desejo de liberdade é maior que a mentira.
Enfim, paz entre nós, resistência e luta contra exploradores e opressores. Uma excelente leitura.


Link:
https://ligarj.wordpress.com/2017/05/13/...narquista/
Mauricio Gómez
https://es.theanarchistlibrary.org/libra...o-cultural

[Imagen: libros.jpg]
Descargar o leer completo en pdf: https://es.theanarchistlibrary.org/libra...ltural.pdf
Contenido

Introducción
Performatividad literaria o por qué el quehacer editorial puede ser una forma de acción anarquista
Una cosa soy yo, otra son mis escritos[10]
I. El anarquismo como punto de partida
Los anarquistas de acción directa
El anarquismo clásico
El problema esencial del anarquismo
La imposibilidad de definir al sujeto y la educación como elemento disruptivo
II. El quehacer editorial: problematizaciones desde el anarquismo crítico
Una crítica al discurso de los derechos de autor desde el anarquismo
Análisis de alternativas existentes: copyleft y Creative Commons
El debate sobre la calidad. Una postura anarquista y crítica
III. Un proyecto editorial político e independiente
La publicación por las vías tradicionales
El quehacer editorial independiente. ¿Independiente de qué?
El trabajo editorial independiente como proyecto político
Una propuesta editorial desde el anarquismo
Bibliografía 

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Introducción


El anarquismo es, posiblemente, la teoría política con peor reputación en la historia de la humanidad. En el siglo XX, la palabra «camarada» automáticamente marcaba de «comunista» a quien la utilizara y hacía de cualquiera un «peligro para la sociedad», al menos en territorios democráticos-capitalistas; sin embargo, la connotación de «anarquista» era todavía peor vista (en ambos bandos de la Guerra Fría, además), pues era sinónimo de terrorista, destructor, inconforme, enemigo del Estado (o de la organización proletaria), etc. Hoy en día las cosas no han cambiado mucho. El comunismo fracasó estrepitosamente como alternativa válida para la democracia capitalista, pero el anarquismo sigue siendo visto, a grandes rasgos, como sinónimo de terrorismo, independientemente de la forma de gobierno que esté instaurada.

Esto ha repercutido en el número de estudios o trabajos relacionados con la filosofía anarquista, ya que representa un peligro a la reputación de académicos que tomen en serio una filosofía que propone la eliminación del Estado-Nación que ha reinado prácticamente desde hace dos siglos.[1] A pesar de eso, hay pensadores que corren el riesgo de abiertamente llamarse «anarquistas», aunque sigan siendo una minoría comparados con los que adoptan otras corrientes de pensamiento. Por los mismos motivos, hay quienes se saben anarquistas pero prefieren que su política no interfiera con su quehacer diario para no atraer atención no deseada, ya sea propaganda negativa o los ojos de un Estado represor que no tolere este tipo de pensamiento.

Esta tendencia no está del todo injustificada. Los anarquistas, al menos en el siglo XXI, han tomado posiciones violentas que facilitan que los medios de comunicación los encasillen en personas sin escrúpulos que no saben lo que quieren pero no temen destruir todo para obtenerlo. Sin embargo, como en cualquier teoría política, no podemos hablar de un solo tipo de anarquismo, sino de muchos. Entonces, ¿cómo saber si una teoría es anarquista o es de cualquier otra corriente? En general, las propuestas anarquistas buscan la remoción del Estado, pero no para instaurar una sociedad que se rija por la ley de la selva, como nos quieren hacer creer los medios de comunicación o las figuras que actualmente ostentan el poder, sino para buscar una sociedad más justa en igualdad de condiciones. Esta idea detrás del anarquismo podría estar también relacionada con otras corrientes, si se mira desde otro ángulo: el comunismo, por ejemplo, busca abolir el Estado capitalista para instaurar uno llevado a cabo por pares; es decir, por el proletario. El fin es también, a grandes rasgos, buscar una sociedad más justa en igualdad de condiciones. Incluso la democracia, que actualmente es la forma de gobierno más popular en todo el mundo y tajante enemiga del comunismo o anarquismo, busca exactamente lo mismo: una sociedad más justa en igualdad de condiciones. Mi intención con estas líneas, que podrían ser vistas como una obviedad, es decir que, muchas veces, los fines son los mismos, mientras que los medios de alcanzarlos son los que hacen que dos partes puedan ser afines o estar en guerra perpetua.

En el caso del anarquismo, comúnmente se piensa que su fin es la abolición del Estado, cuando el Estado en general, en cualquier filosofía política, es solo el medio para llegar al fin que sea, en este caso, una sociedad libre de ataduras institucionales, políticas y religiosas. Pero para llegar a ese fin existen varios caminos o medios disponibles. La forma más común en el anarquismo, al menos según los medios de comunicación masivos, es la acción directa por medio de la violencia: ocupaciones, agresiones a policías o políticos, bombas en establecimientos, etc. Si bien es verdad que hay movimientos anarquistas que optan por esta vía de expresión (aunque no todo lo que se les atribuye a los anarquistas sea perpetrado por quienes comparten esta filosofía), también es cierto que existen anarquistas que utilizan otro tipo de estrategias para lograr el fin de conseguir una sociedad más justa donde todos seamos libres. El trabajo que tienes ante tus ojos es, precisamente, un esfuerzo de pensar el anarquismo desde otro paradigma alejado de la violencia de cualquier tipo.

En las siguientes páginas argumento lo mal que entendemos al anarquismo en nuestra sociedad actual, pero no solamente desde una postura que reivindique al anarquismo justificando lo mal que lo hemos entendido, sino también haciendo una crítica profunda a los valores anarquistas clásicos con la intención de revitalizar su visión del mundo y su pertinencia en un nuevo milenio. Mi intención es evidenciar que el anarquismo crítico no tiene nada que ver con el terrorismo, que muchos de sus valores pueden ser compartidos por el común de las personas sin necesidad de una misma bandera y, lo más importante para este trabajo, que el anarquismo como ideario político puede ser puesto en práctica de manera relevante en el ámbito editorial. En este trabajo, el anarquismo va más allá de una bandera o etiqueta y tiene que ver más con la crítica del poder soberano centralizado, ya sea en el Estado o en la figura del individuo, y con la creación de formas de vida alternativas basadas en la cooperación, la igualdad y la autonomía. Estos son los criterios básicos que me permiten identificar el anarquismo, aunque no me interesa tanto definirlo de una vez y para siempre (lo cual es, además, imposible) como examinar su emergencia en ámbitos prácticos más allá de la teoría política.
La manera en que propongo llevar a cabo el anarquismo, es decir, su medio de expresión, es a través del quehacer editorial. Este medio podría ser visto como algo sin sentido para llevar a cabo un pensamiento anarquista porque cualquier cosa que tenga que ver con la cultura, y más con la literatura, tiende a ser visto como algo estático, algo sin acción política, por lo que no podría llevarnos a ningún fin. Sin embargo, desde el pensamiento literario contemporáneo es posible vislumbrar que la literatura no solamente narra o describe, sino que también hace, y es esta idea la que me permite plantear una intervención anarquista desde el mundo editorial.

https://es.theanarchistlibrary.org/